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Arte Lisboa 2009

Mais de 60 galerias, portuguesas e estrangeiras, estarão presentes na 9ª edição da ARTE LISBOA. Os expositores, seleccionados segundo o critério da qualidade quer das suas propostas quer dos programas de actividade apresentados, asseguram assim o elevado nível do certame.

Enquanto referência no mercado em Portugal, a ARTE LISBOA oferece aos galeristas a oportunidade de darem a conhecer ao público comprador, interessado na arte contemporânea nacional e internacional, obras de artistas emergentes e consolidados. Trata-se de uma ocasião única dada a notoriedade que a feira granjeou junto dos agentes do meio artístico e do público em geral.

 

Gulbenkian

O Museu Gulbenkian, instituído por testamento de Calouste Sarkis Gulbenkian e inaugurado em 1969, apresenta as colecções de arte adquiridas pelo fundador da instituição. O Centro de Arte Moderna surgirá da necessidade que se fez sentir de criar um outro museu, destinado a expor e a conservar as obras de arte que a Fundação Calouste Gulbenkian adquirisse, em resultado da sua intensa acção no domínio artístico.

Exposições a visitar:

ANOS 70 ATRAVESSAR FRONTEIRAS: Esta exposição, que ocupará praticamente a totalidade do CAM, visa mostrar a produção artística portuguesa da década de 70, época particularmente fecunda para a história da cultura e das artes visuais em Portugal. Será dada ênfase a obras que traduzam a assunção de uma ideologia de experimentação  (estética, plástica, formal), uma enorme variedade de orientações (materiais e plásticas) e linguagens, desde as tradicionais pintura e escultura, até à performance, à instalação, bem como à consagração da fotografia e da imagem em movimento. Pretende-se também dar alguma visibilidade a um núcleo de documentação histórica, realçando o cartaz como suporte de comunicação global.

JESPER JUST: Artista dinamarquês conhecido internacionalmente pelos seus trabalhos em vídeo, Jesper Just é apresentado pela primeira vez com uma exposição individual em Portugal. A exposição incluirá um trabalho inédito do artista, filmado em Detroit, nos EUA, em 2009, e uma instalação vídeo de três filmes inter-relacionados do ponto de vista temático. Além desta trilogia, serão apresentados o primeiro trabalho de Just, de 2002, No Man Is an Island, e o trabalho This Love is Silent de 2003.
Esta exposição celebra a abertura do Festival Temps d’Images e é organizada em colaboração com o Nikolaj, Copenhagen Contemporary Art Center.

Boa tarde,

É com muito prazer que em nome do grupo VIV’ARTE | Arte para todos, venho informar que a visita de estudo a Lisboa (Gulbenkian/ Arte Lisboa 09) realizar-se-á na próxima sexta-feira, dia 20 de Novembro.

A ideia surgiu através da Juliana que enquanto andava pela net a fazer pesquisas de exposições de Arte Contemporânea, encontrou uma Feira de Arte Contemporânea a decorrer entre os dias 18 e 23 de Novembro em Lisboa e que nos deixou bastante entusiasmados em visitar.

Começando pela aprovação da Dr. Joana Vieira, Directora do Colégio, que foi bastante receptiva a nossa proposta, convidamos toda a turma a colaborar connosco. Visto estarem todos de acordo, o grupo Arte para todos, dá inicio à planificação da visita: orçamentos de autocarros, autorizações para os Encarregados de Educação, contactar a Gulbenkian e a Arte Lisboa a fim de ter entrada gratuita, criar um guião da visita de estudo, etc.

Contamos com o apoio da professora Margarida Coelho e da professora Olinda Reis para contactar a Gulbenkian/Arte Lisboa e na reserva do autocarro. Às quais desde já, agradecemos imenso.

Texto por: Daniela Marques

Hoje, eu e o meu grupo de Área de Projecto, VIV’ARTE | Arte para todos, dirigimo-nos ao Museu de Lamas para ajudar nas Oficinas de Artes Plásticas, intitulada de Em torno da Cortiça.

As actividades destinavam-se a dois grupos de crianças com idades entre os 5 e 7 anos, que foram divididos em dois grupos com actividades diferentes.

O João e a Juliana ficaram com o grupo dos mais pequenos; a actividade consistia em fazer um marcador de livro com a cara de um espantalho. As peças que constituíam a cara eram fornecidas às crianças e estas só as teriam de colar de maneira correcta e depois decorar a seu gosto utilizando massas.

marcador de livro: espantalho

Com o grupo dos mais velhos, ficou a Rita, a Cláudia e eu; a actividade era parecida com a anterior, desta vez, os “pequeninos” tinham que fazer na mesma o marcador de livro mas com um cacho de uvas. A forma do cacho era fornecida e eles teriam que a decorar com rolhas (fazendo as uvas) e papel crepe (fazendo a parte das folhas).

marcador de livro: cacho de uvas

E aqui ficam algumas fotografias, tiradas pelo Rafael, enquanto decorria a actividade:

membros do grupo a preparar o atelier

juliana

daniela

os "nossos" pequeninos

Localizado na vila de Santa Maria de Lamas, concelho de Santa Maria da Feira, o Museu de Santa Maria de Lamas (MSML) foi fundado na década de 50 por Henrique Amorim (1902-1977). Este dedicou grande parte da sua vida ao desenvolvimento de Santa Maria de Lamas, obra pela qual lhe foi atribuída a Comenda de Oficial da Ordem de Instrução Pública em 1952. Como amante da Arte que era, Henrique Amorim dedicou-se à recolha de um imenso espólio, esforço esse que culminou na fundação do MSML. A 5 de Março de 1959, inspirado pelo conterrâneo e então Ministro das Corporações Dr. Veiga de Macedo, Henrique Amorim fez doação de um vasto conjunto de bens à Casa do Povo de Santa Maria de Lamas. Entre os bens doados encontrava-se um edifício destinado a Museu, com todo o seu recheio, sito no lugar do Souto, de Santa Maria de Lamas, ao fundo do Parque, conforme consta na escritura de Doação.

O MSML permaneceu semi-adormecido desde o desaparecimento do seu Fundador, em 1977. Em 2004, a Casa do Povo de Santa Maria de Lamas, entidade tutelar, criou um Protocolo com o Centro de Conservação e Restauro da Universidade Católica Portuguesa para proceder à reorganização museográfica do Museu. Findo o Protocolo (Julho 2005), foi criado um quadro técnico mínimo no MSML de modo a implementar o Plano Museológico, entretanto realizado, e cujo principal objectivo é dar continuidade às intervenções, ao relançamento e à valorização deste espaço museológico e suas colecções. Como tal, o MSML continua a ser intervencionado a diversos níveis, destacando-se a remodelação profunda do piso inferior e as intervenções pontuais no piso superior, como sejam a revisão dos conteúdos museográficos, a resolução de problemas expositivos e conservativos (iluminação e condições ambientais), intervenções de restauro na colecção de Arte Sacra ou a substituição dos tectos da Sala dos Oratórios. Nesta nova fase na sua história, o MSML renova simultaneamente a sua relação com o público. Procurando ir ao encontro deste e permitindo-lhe um acesso contextualizado às peças e colecções, o Museu valoriza a relação directa e referenciada com o seu espólio, possibilitando a fruição nos seus diversos vectores. Renovado e reorganizado, o MSML abre-se a novas explorações e pesquisas que irão constituir, sem dúvida, um motivo de renovado interesse na sua visita.

O Serviço Educativo do MSML visa a realização de actividades de estudo, sensibilização à arte e ao património cultural, tendo como ponto de partida as colecções do Museu. Tal passa pela realização de acções específicas, dirigidas ao público escolar, relacionadas com temas inseridos nos programas curriculares ou com as exposições temporárias promovidas pelo Museu.

Assim, é apresentada uma variedade de possibilidades de visita ao Museu, correspondendo aos possíveis pedidos efectuados pelos visitantes:
– Visitas orientadas de carácter global abrangendo as diversas colecções do Museu;
– Visitas livres, em que o professor / responsável guia o grupo de acordo com os seus próprios objectivos ou solicita a preparação da visita aos Serviços Educativos do Museu;
– Visitas orientadas de carácter temático.

As visitas poderão ser complementadas por actividades lúdicas ou oficinas.

São ainda realizadas diversas oficinas alusivas a determinadas épocas do ano ou quadras festivas.

Para além das actividades para crianças e jovens, o MSML apresenta também uma programação destinada especificamente ao público sénior, procurando assim contribuir para a saudável ocupação dos seus tempos livres.

 

(texto retirado de www.museudelamas.pt )

BOMBARTE 06

Hoje decorreram as inaugurações das exposições na Rua Miguel Bombarda! Este fenómeno, chamado de BOMBARTE já vai na sua sexta edição e decorre nos primeiros sabados de cada mês, a partir das 16horas na Rua Miguel Bombarda.

Nesta edição o grupo Arte Para Todos do Projecto VIVARTE esteve presente, visto que, como dito anteriormente, auxiliamos a galeria Arthobler (http://www.arthobler.com/). Esteve presente o artista Pio Silva (http://www.piosilva.com/), cujas obras se destacam pela critica camuflada á sociedade. (Mais tarde iremos fazer uma referencia a este artista francês com origens portuguesas). A exposição em questão denomina-se The New Normal.

Não percam a oportunidade de visitar estas exposições, o nosso grupo recomenda!

Algumas fotos do evento:

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galeria Arthobler

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galeria Arthobler

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os visitantes

 

Texto por: Juliana Pinto, Imagens por: Rafael

Pio Silva

Pio Silva, artista luso-descendente, nascido em Paris em 1970, viveu parte da sua vida na República Dominicana, tendo ainda passado longas temporadas no México, nas Bahamas, em Cuba, na Grécia e no Senegal. Todos estes locais, com as suas multiplicidades étnicas, tradições e estéticas próprias, contribuiram para a riqueza formal que se encerra na aparente simplicidade dos trabalhos deste artista.

Guantanamo III

Pio Silva utiliza materiais simples, como cartão, arame, lonas, acrílico, mas esta opção denota também a consciência da carga simbólica que lhes é inerente. O plástico – material universal, flexível e barato reflecte o nosso Zeitgeist e o mundo artificial em que vivemos – é uma das principais matérias empregues nas mais recentes séries de trabalhos. Numa delas, titulada Guantanamo, que integra a exposição The New Normal,  Pio Silva pintou sobre plástico transparente, um fundo invisível, camada por camada, sofrimento sobre sofrimento em memória de uma história desumana, triste e vergonhosa.

Trata-se portanto duma obra actual e desconcertante, onde materiais banais apresentam imagens densas e plenas de significado, em que temas dramáticos e profundos se apresentam em cores vivas e superfícies brilhantes. Pio Silva define-a como “arte rupestre contemporânea”, mas há nela também a urbanidade e o cosmopolitismo, as Antilhas e Paris, um cruzamento cultural que a enquadra na arte contemporânea.

Contactos: info@piosilva.com e www.piosilva.com

Actualmente na: Galeria Arthobler (www.arthobler.com) (https://projectovivarte.wordpress.com/2009/11/07/arthobler/)

Postado por: Juliana Pinto